Como fazer o público se importar com uma personagem querida que teve um fim trágico e heroico em sua última aparição? Esse sempre foi o calcanhar de Aquiles do tardio filme "Viúva Negra" (2021). Um longa que deveria ter sido lançado no início dos anos 2010, chega com a sensação que foi feito mais por obrigação, do que própria vontade da Marvel em enaltecer a primeira heroína de seu universo cinematográfico.

Entretanto, o carisma da nossa eterna Natasha Romanoff rouba a cena em um filme que seria parte de uma trilogia, onde teríamos Soldado Invernal e Guerra Civil como seus colegas, entretanto o filme solo da heroína corre por fora, devido a graves problemáticas no seu enredo ao escolher abordar a submissão de mulheres, que acaba caindo no clássico arroz com feijão, deixando o meio do terceiro ato óbvio e brega em diversos momentos.

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Surpreendendo a todos, o filme nos prende em mais de duas horas de ação e faz o telespectador criar empatia pela história de duas mulheres que tiveram suas vidas entrelaçadas por uma mentira. O filme abusa de cenas de lutas com facas e porradaria, sem deixar o selo Family Friendly da Disney de fora.

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O destaque para a nova adição na família Marvel: Florence Pugh. A Personagem Yelena Belova brilha, e quando está em ação com Natasha, roubam a cena brilhantemente, tendo um humor ácido e uma das melhores tiradas do longa.

David Harbour é o centro cômico do filme e apesar de não estragar o filme, não brilha igual ao seu personagem em "Stranger Things". Talvez no futuro o personagem ganhe um destaque e enredo melhor. A maior decepção do longa é a personagem de Rachel Weisz, a Melina Vostokoff. O filme inteiro nos faz prometer que o casal seria como Phillip (Matthew Rhys) e Elizabeth Jennings (Keri Russell) de The Americans (FX/ 2013 – 2018) na Marvel, mas ficou só na tentativa.

No longa descobrimos o que acontece com Nat entre os eventos de Guerra Civil e Guerra Infinita, em uma jornada solitária, nossa heroína retorna ao passado, quando o Programa Operação Viúva Negra da URSS é ativado. Por conta disso, finalmente temos respostas para a famosa Missão de Budaspeste, citada tantas vezes entre Natasha e Clint Barton (Gavião Arqueiro); sendo bem decepcionante.

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Mas se a missão do longa era dar um estopim para continuidade da história da Viuva Negra, acertaram em cheio. O filme constrói a jornada de Yelena através da trajetória de Natasha numa passagem de bastão sútil, porém significativa. Em uma pós-créditos, é feita ligação entre duas séries, além da despedida linda entre as duas estrelas do filme.

Nota

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Tammy Spinosa

Tammy Spinosa

@tata_tammy

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